Philips, Lemnis e Osram Sylvania anunciaram nos últimos dois dias o lançamento de lâmpadas LED, em substituição às lâmpadas de tungstênio e fluorescentes, proporcionando maior iluminação com menor consumo de energia elétrica. A redução é dramática: com LEDS, há economia de 80% em relação a uma incandescente de mesma luminosidade.

Os primeiros modelos de lâmpadas de LED da Osram Sylvania têm como objetivo substituir as lâmpadas de 60 watts. Sua grande vantagem sobre as lâmpadas incandescentes é que podem iluminar mais e consumir muito menos energia elétrica que as lâmpadas de tungstênio. Uma lâmpada de 60 watts pode ser substituída por uma de LED de 12 watts, durando ainda 25 mil horas, 12 vezes mais, conta o site CNET.

Outras empresas também seguem pelo caminho da “energia verde”, como a Philips e a Lemnis, apostando nas vantagens da iluminação por LED. Além da economia, esta tecnologia permite o desenvolvimento de lâmpadas de formatos variados, como por exemplo placas planas.

Os diodos emissores de luz, ou LEDs (Light-Emitting Diodes), usam uma pastilha de silício “dopado” com Arsenito de Gálio e outros elementos para criar uma “lampadinha” de estado sólido, menor que um botão de camisa. Os LEDs existem desde os anos 60 e são usados desde então para substituir pequenas lâmpadas em painéis de instrumentos e eletrodomésticos – aquelas que indicam que o aparelho está ligado, por exemplo. Recentemente, com o advento de LEDs de luz branca e alta luminosidade, começaram a ficar comuns como substitutos tanto de lâmpadas incandecentes como fluorescentes também em aplicações de iluminação, e não apenas para indicação. Hoje já há faróis de automóvel equipados com dezenas ou mesmo centenas de LEDs. Uma lanterna de mão equipada com apenas quatro LEDS é mais luminosa do que sua contraparte incandescente – e pode durar semanas com as mesmas pilhas, contra algumas horas da incandescente.

A iniciativa das duas empresas pretende popularizar o uso de LEDs na iluminação doméstica, ainda dominada pela ineficiente lâmpada incandescente. Inventada por Tomas Edison em 1879, transforma em luz apenas 5% da energia eletrica consumida. O resto é tudo dissipado em forma de calor – um desperdício monstruoso, considerando a atual crise energética. Por isso mesmo, desde o início de 2010 as lâmpadas incandescentes estão banidas no Brasil. A comunidade européia pretende fazer o mesmo até 2012.

As fluorescentes de baioneta (apelidadas no Brasil de “lâmpadas chinesas”), sendo comercializadas como substitutas “oficiais” das velhas lâmpadas de Edison, ainda encontram bastante resistência dos consumidores. As halógenas, também conhecidas como “dicróicas”, também não encontraram grande adesão dos consumidores domésticos. Por isso, a tecnologia a LED pode estar entrando no mercado no momento certo.

Entretanto, o principal obstáculo a ser vencido ainda é o custo das novas lâmpadas. A Lemnis pretende disponibilizar o produto para o mercado norte-americano já no próximo trimestre, com valores iniciais de U$ 40, podendo chegar a U$ 30 no final do ano e até U$ 10 em 5 anos – uma lâmpada incandescente custa menos de um dólar. A tecnologia LED segue a Lei de Haitz, isto é, que o custo de cada lumen produzido cai a um fator de 10 a cada década, enquanto a quantidade de luz produzida por cada lâmpada aumenta a um fator de 20. Por essa razão, espera-se que em pouco tempo o custo por lumen – e, portanto, o custo de comprar e usar uma lâmpada a LEDs – torne-se baixo o suficiente para forçar o consumidor a substituir completamente as incandescentes.

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